Pai não respondia nada. Este é um postagem etnográfico que tem como intuito expor as criancinhas catingueirenses, destacando aspectos da tua vida social e familiar, por intermédio do desvelamento das contingências cotidianas enfrentadas por elas, bem como exibir as expectativas adultas em relação a elas. Nesse sentido, tanto quanto sobre o assunto as garotas catingueirenses, esse artigo é sobre a infância catingueirense, seus constrangimentos e também tua reinvenção permanente.
Resultado de uma busca de campo sobre isto as experiências religiosas locais, praticada principalmente entre os anos de dois mil e 2005, esse postagem beneficia-se da análise participante como método de busca primordial. As meninas têm acesso ao ensino fundamental e médio no respectivo município, contudo os jovens necessitam migrar ou realizar deslocamentos diários pra cursar a faculdade.
A cidade é terra do famoso repentista Inácio da Catingueira, pretexto de orgulho para a população. Concretamente, Clifford (1998) tem explicação: a natureza do relato etnográfico e a geração do entendimento antropológico algumas vezes congelam os povos estudados em um tempo pretérito. O presente etnográfico método utilizado ao longo nesse texto através de memórias etnográficas que são trazidas à baila, favorece pra esse efeito de congelamento dos fatos.
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Ciente desse defeito, todavia diante da impossibilidade de descobrir outra narrativa menos comprometedora, gostaria de sobressair que os detalhes neste local divulgados foram observados no começo da última década e, assim como desta forma, acabam por soar, em uns períodos, anacrônicos. O primeiro capítulo etnográfico ao qual me reporto ocorreu no ano de 2005 ao longo da missa de sétimo dia pelo falecimento do jovem vice-prefeito, que morrera tragicamente num incidente automobilístico.
A atmosfera dentro da igreja era solene e pesarosa. Uma menina de aproximadamente 3 anos de idade ligou um daqueles brinquedos que imitam os diferentes toques de um celular. Ao oposto da minha promessa, ao invés repreender a guria, seus pais, essencialmente a mãe, começaram a sorrir, como se estivessem orgulhosos do filho.
Ela olhou para os lados convidando toda a gente, que se comprimia dentro da igreja cheia, a apreciar o momento, como se se tratasse de um espetáculo. E, concretamente, as pessoas em volta começaram a sorrir, entreolhando-se, balançando afirmativamente a cabeça, aprovando a atuação do baixo. Não percebi nenhum sinal de desconforto pelo estrondo que a moça fazia. Há, de forma geral, uma vasto condescendência em relação às birras e aos choros infantis, principalmente quanto às meninas. Isto dura até mais ou menos os cinco anos de idade, no momento em que atitudes como essas começam a ser desencorajadas.
É comum os garotos serem tratados com mais rigor que as meninas, e espera-se que sejam mais fortes e demonstrem menos as tuas fraquezas (como lacrimejar). A segunda memória de campo é uma espécie de ritual de exibição dos recém-nascidos à comunidade, no qual um papel central é desempenhado por crianças semipúberes ou púberes. Várias vezes estava pela minha residência e aparecia uma menina (em outras ocasiões, acompanhada por uma amiga) carregando umbebênos braços.Ameninavinha”mostrar”amimo bebêda vizinha, da prima ou da irmã.
Em Catingueira, um bebê vai com facilidade pros braços de novas pessoas que não são da própria família ou responsáveis diretos pelo seu cuidado. Porém, um bebê não é visto nos braços de cada um. São normalmente gurias, na faixa etária dos nove aos treze anos de idade, que circulam pelas casas revelando os fedelhos, quer dizer, meninas outras demais pra serem mães, e velhas demasiado pra brincarem de bonecas. Esta garota − é interessante ressaltar − é uma conhecida da família. Ela pode ser uma parenta, mesmo que afastado, como uma prima de terceiro grau, ou mesmo uma vizinha, quer dizer, ela é “de segurança”.
O evento é que os meninos, mesmo bem pequenos (com um mês), neste momento “passeiam” pela cidade sem a companhia de seus respectivos pais. Quiçá a domínio das gurias seja compartilhada tanto pela comunidade quanto por causa de seus pais. Outro dado envolvente é que o pirralho é determinado sem dó para que possa ser apreciado − principalmente se tiver os olhos claros.
A criancinha que carrega o piá vai fazer de tudo para que ele acorde quando o estiver mostrando, como bater de leve na sua bochecha, sacudi-lo, chamar seu nome em voz alta perto do seu ouvido. Assim, o desejo dos guris parece estar submetida à vontade destas gurias e à dos adultos. Ademais, comprovar os guris implica divertimento para as criancinhas envolvidas pela atividade, pois que ele em suas mãos é como um brinquedo. Às vezes, elas são chamadas pra tomar café ou ingerir um doce pela moradia por onde passam.3 Mas o acessível fato de entrar em uma residência prontamente é diversão bastante para uma moça préadolescente ou jovem.